Aprenda a se valorizar!

Todos nós somos especiais e precisamos olhar para nós dessa forma. Somos como uma joia rara e única. E, justamente por isso, precisamos reconhecer sempre a beleza de ser quem somos e, a partir daí, fazer escolhas acertadas para o nosso dia a dia. Você reconhece o seu valor? Se não, aprenda a se valorizar!

Olhe para si mesmo…

Tem um cantor e compositor católico, chamado Nelsinho Corrêa, que compôs há alguns anos uma música chamada Gente linda. Nela, há um trecho que se encaixa perfeitamente com este nosso tema. Ele diz:

“Existe por aí tanta gente linda, linda, linda, linda, mas que não sabe ainda…”

E é bem isso que vemos por aí…muitas pessoas lindas, cheias de valor e talento, mas que não perceberam; ou melhor, não se enxergam dessa forma. Olham tanto para suas fraquezas que não conseguem enxergar as qualidades. No entanto, é preciso fazer o exercício de olhar para si mesmo.

Ao fazer este exercício, vamos nos acostumando a nos conhecer melhor. Faça a experiência! Quais qualidades você consegue enxergar em si mesmo? Busque identificar e dar nomes de forma concreta. Pense, para começar, em cinco coisas boas que faz diariamente ou talentos que já ouviu outros elogiando em você.

É muito importante fazer sempre este exercício. Olhar para si mesmo e perceber suas características. Olhar para seus olhos, cabelos, tom de pele, olhar para as características de seu corpo. Demorar-se em observar a si mesmo e refletir também sobre como experimenta as emoções, como lida com as pessoas…consigo mesmo. Faça isso com frequência e sem pressa. Se necessário, pegue caneta e papel e anote o que for observando.

Por que às vezes é difícil?

Não temos respostas fáceis nem prontas para esta pergunta, mas podemos pensar em duas hipóteses: a da comparação e a da insegurança.

#1 Comparação

Na comparação, estamos sempre nos colocando frente a frente com outra pessoa. Todas as avaliações do que é bom ou ruim são feitas, baseando-se no que é bom ou ruim no outro. O outro vira o parâmetro e tudo o que foge desse parâmetro está ruim ou não é bom o suficiente.

Como exemplo concreto, temos a situação de alguém que só gosta de algo se estiver na moda, se outros usarem ou fizerem. Ou, ainda, aqueles casos em que bonito é o que o outro faz ou o jeito de o outro de ser…o cabelo do outro…a pele do outro…a vida do outro. 

Quando caímos neste tipo de cilada, vamos cada vez mais nos angustiando, pois entramos em um buraco sem fundo que nada preenche. Tal qual a nossa digital que é única, cada um de nós também não possui outro igual. Não é possível comparar, pois a essência é diferente.

Se entendemos essa verdade, as razões para nos sentirmos inferiores deixam de existir. 

Posso admirar o outro, desejar ser como esta pessoa por entender que ela me inspira, mas vou fazer isso dentro da ótica dos meus talentos e de quais aptidões, qualidades precisam ser também trabalhadas em mim para que eu alcance bons resultados também.

Diferente de me diminuir, me sentir inferior, esta percepção me faz querer crescer e ser melhor do que fui no dia anterior, entendendo as minhas qualidades, os meus valores. Nisso, não há demérito algum.

Vivemos em um momento conturbado na sociedade, onde existe uma batalha de superficialidade…infinitas comparações, jogos de aparências. Um querendo ser melhor que o outro e buscando mostrar isso de diferentes maneiras.

Por isso mesmo, precisamos ter muito claro como somos preciosos e valiosos, além de que o nosso valor não está em sermos iguais ou melhores que o outro, e sim em sermos quem somos de verdade.

#2 – Insegurança

A insegurança é péssima amiga, ela nos distrai e, às vezes, tapa nossos olhos. Quando temos esta companheira ao nosso lado, parece que nada que fazemos está tão bom. Tem-se a falsa impressão de que o que os outros fazem é melhor que o que fazemos.

Precisamos pedir, gentilmente, a ela que nos deixe a sós de vez em quando. Segurança em demasia pode gerar prepotência e arrogância, mas se ela estiver sempre ausente não conseguiremos sair do lugar e mostrar nossos valores e talentos nos palcos da vida.

É preciso refletir sobre as razões que geram a insegurança; será que existe algum fundamento? Se a insegurança tem a ver com falta de preparo, estudo, cuidado ou outro fator que está em nossas mãos correr atrás e modificar, é preciso fazer isso. Não percamos tempo! Nosso tempo é precioso.

Por outro lado, se a insegurança é infundada, fruto de nossos pensamentos ou traumas, é preciso trabalhar isso.

Não deixemos que a insegurança desemboque em atitudes que gerem desvalorização.

Não permita que te desvalorizem!

Quando sabemos de nosso valor, ninguém consegue nos desmerecer. Em seu dia a dia, perceba como as pessoas lidam com você. Elas te respeitam? Ou te desvalorizam e menosprezam?

Não aceite ser avaliado, ou pior ainda, julgado pela lente do outro! Cada um sabe de seus passos, caminhos e trajetórias percorridas. Não se permita estar na posição de vítima da opinião do outro.

Tenha sempre coragem de mostrar seu valor. Ao se ver envolvido pelas diferentes situações ao seu redor, nunca perca de vista sua essência. Se necessário, procure ajuda de amigos que nunca te permitam esquecer o quão precioso você é e quantos talentos possui. Tenha coragem de ser você, vai se surpreender!


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