Como trabalhar o meu crescimento pessoal?

Crescimento pessoal x Dores da vida: uma possível associação?

Ah, como seria bom se tudo o que nos acontecesse fossem coisas felizes! Hum…

Será mesmo? Será que tudo o que nossos olhos enxergam como coisas boas, o são, de fato? E, ainda, o que consideramos, unicamente, como perdas não tem nada a nos ensinar?

Com essas perguntas gostaria de iniciar este nosso texto deixando, aqui, o convite para que conversemos melhor sobre elas.

Quem sabe, ao final, não reconheçamos que, ao olharmos, com calma, de nossas dores e dificuldades podem surgir grandes aprendizados. Mas, vamos em frente!

Aprendendo com o improvável

Há tempos ouvi uma frase que muito me marcou, ela dizia, mais ou menos, assim:

Há coisas boas que parecem más e coisas más que parecem boas”.

Ou seja, nem tudo o que se apresenta diante de nós, como algo bom ou ruim, assim se revelará, com o passar do tempo.

A questão é que desde que ouvi a referida frase, me esforço por considerá-la, ante os acontecimentos de minha vida. Busco, assim, não julgá-los, apressadamente, como, meramente, bons ou ruins em si mesmos. É preciso calma!

Ainda neste contexto, tomemos, por exemplo, uma febre. Embora seja algo, aparentemente, ruim trata-se, na verdade, de um recurso estratégico de nosso organismo; um indicativo de que algo não está bem! Não fosse ela, talvez, não nos atentaríamos para um mal maior, não é mesmo?

É preciso cuidar da febre, porém, o que acontece, muitas vezes, é que acabamos nos automedicando e vamos deixando por isso mesmo. Ironicamente, o remédio pode até fazer baixar a febre, entretanto a raiz da enfermidade pode ainda estar lá, só que agora, escondida, silenciada.

Sabemos que, neste caso, um bom caminho seria fazer um acompanhamento, de modo a observar o sintoma e, aí sim, identificar e tratar sua origem; com medicamentos, talvez, mas a partir de uma cuidadosa observação médica. Mas, em geral, estamos com pressa demais! O que queremos é nos ver livres do que nos incomoda!

Buscando fazer uma associação desse exemplo com o modo como lidamos conosco e nossas relações cotidianas, o interessante é que, aí também, podemos viver algo semelhante. Quando estamos passando por momentos críticos, no trabalho, família ou conosco mesmos, a tendência é querermos sair logo dessa condição, certo?

Todavia, não nos damos conta de que, por querer exterminar logo a “febre”, do momento, corremos o risco de optar por soluções que, nada são além de paliativos. E, assim, nos contentamos com meias verdades, ausência de diálogo e reflexão e seguimos nossa vida deixando “pra lá”.

Agindo assim, nos impedimos de ver o que pode estar, verdadeiramente, na raiz de nossos sentimentos e atitudes. E, com isso, mantemos silenciadas as questões mais profundas que aguardavam por nós há um tempo.


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Tempo e disposição: remédios para sarar.

Se desejarmos ver, mais profundamente, a origem de nossas febres, no mínimo, dois remédios nos serão necessários: tempo e disposição! Tempo, pois será imprescindível que paremos para dar atenção ao que estamos sentimos. Se desejarmos, verdadeiramente, nos autoconhecermos e amadurecer não é hora, mais, de correr de nós!

Embora, essa, não seja uma tarefa das mais fáceis, o que desejamos é sermos melhores, certo? Na busca por alcançarmos esse objetivo pode ser que esta dica seja útil: ao ser afetado (a) por algo, talvez uma dor física (dor de cabeça, estômago…) ou um sentimento (raiva, tristeza etc.), para e olhe um pouco para ela (e), busque identificar de onde vem.

Ressalto, neste ponto, que não estou dizendo que devamos mergulhar em nossas dores e lá permanecermos, mas sim, que podemos olhar para elas, com calma, ouvi-las e não termos tanta pressa de fazê-las desaparecer. Quem sabe o que poderíamos aprender com elas!

É nesse momento de tempo doado que, provavelmente, será preciso disposição, já que as respostas, além de não surgirem de imediato podem não nos ser tão agradáveis. Disponha-se, contudo, a novas posturas, se necessário for. Pode ser que surja aí, também, o reconhecimento de que uma ajuda profissional se faz necessária. Isso é muito bom, pois indica maturidade!

Nadando contra a maré

Infelizmente, estamos em uma sociedade que não nos ajuda, pois nos instiga, a todo o momento, a fugir da dor e do sofrimento, a não pensarmos neles. Como se a fuga fizesse com que a origem de um mal instalado desaparecesse também. Isso é, no mínimo, uma ingenuidade!

Seja como for, fato é que em se tratando de saúde física sabemos reconhecer que um bom diagnóstico não se faz com uma olhar superficial, não é mesmo? Por que julgar que seria diferente nos outros âmbitos da vida?

Chega de medidas paliativas, de cuidar apenas de nossas febres. É hora de olhar com profundidade, portanto, gastemos tempo conosco! Nossas dores e dificuldades têm muito a nos ensinar! E, aí? Topa o desafio?

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