Dá-me uma fé viva!

Hoje os convido a pensar sobre o cuidado para com aqueles que um dia nos foram confiados. Inicialmente, podemos olhar para os de nosso seio familiar (pais, filhos, irmãos, cônjuges ou outros), porém, em seguida, alarguemos um tanto mais o nosso olhar para visualizarmos aqueles que, cotidianamente, passam por nosso caminho ou que convivem de algum modo conosco, em nossos círculos sociais e/ou religiosos.

A Palavra de Deus

Buscando inspiração na Palavra de Deus lembro-me, aqui, de uma parábola que Jesus contou a um doutor da Lei, ou seja, a um profundo conhecedor da Lei e que, no momento, O questionava acerca do que deveria fazer, a fim de possuir a vida eterna. Ali Jesus encontra a oportunidade, não apenas para falar da Lei, mas para tratar de seu pleno exercício, uma vez que passa a ensinar-lhe sobre a vivência da Lei do amor por meio de gestos concretos.

Na referida história narrada pelo evangelista Lucas, nos é apresentado um homem que ao descer de Jerusalém a Jericó cai nas mãos de ladrões que, além de levar dele todos os seus pertences, o ferem, deixando-o praticamente morto. A Palavra, ainda, nos diz que por aquele homem passaram diversas pessoas que embora o tivessem visto, dele não sentiram compaixão, até que… um samaritano o viu, moveu-se de compaixão e cuidou dele (Lc 10, 25-37).

Embora essa belíssima passagem nos permita refletir sobre vários aspectos gostaria de me deter, aqui, ao fato de Jesus ter dito que “um homem descia de Jerusalém a Jericó…”, ou seja, saia do lugar considerando como a cidade santa, onde Deus habitava, para aquele outro lugar onde o pecado era evidente, mas que se tornou, por causa de Jesus Cristo, um solo fértil para grandes curas e libertações como, por exemplo, a vivenciada por Bartimeu (Lc 18, 35ss) e Zaqueu (Lc 19, 1ss).

A nossa fé

Sendo assim, ao nos determos nesse trecho somos convidados a voltar o nosso olhar para a prática de nossa fé, isto é, para o modo como temos nos comportado diante daqueles que, independente de suas motivações, saíram da presença de Deus e se encontram hoje, também, pelas estradas da vida à mercê de toda espécie de assalto e violência.

Será que na estrada que trilhamos temos conseguido nos abrir à compaixão para com aquele que, por vezes, segue conosco em nossa casa, em nossos convívios diários ou mesmo para com aquele irmão que cruza o nosso caminho em nosso dia a dia?

Peçamos a graça do amor e da compaixão para que ao passarmos por nossos irmãos não os ignoremos, mas gastemos com ele o que hoje pode ser o nosso maior bem: o nosso tempo.

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