É possível ser otimista nos tempos atuais?

Como base para desenvolvermos o raciocínio em nosso texto de hoje tomemos o significado da palavra otimismo. De acordo com o dicionário Michaelis ela refere-se a uma “disposição, natural ou adquirida, para ver as coisas pelo bom lado e esperar sempre uma solução favorável das situações, ainda que as mais difíceis”. 

Como descrito, há pessoas que trazem em si o otimismo como uma disposição natural já, outras, precisam adquiri-la.

De antemão, essa definição nos leva a considerar que, sendo natural ou adquirida, fato é que, ser otimista é algo possível, mesmo nos tempos atuais.

Vamos trabalhar melhor essa ideia!

Primeiramente, ao tomarmos o otimismo como uma disposição natural, assim como eu, você, também, deve conhecer pessoas que nos serão bons exemplos, não é verdade?

Elas estão sempre vendo o lado bom das coisas e esperando que coisas boas aconteçam. 

Portanto, naquela visão em que temos um copo, com água, pela metade o otimista será aquele que o verá, sempre, meio cheio.

Quem de nós não tem um amigo assim? Ou quem sabe, não sejamos nós essa pessoa…

Mas, como nasce um otimista?

Quando tratamos, porém, da aquisição do otimismo é preciso, antes, compreendermos algo importante: o modo como olhamos para o mundo que nos cerca encontra-se, diretamente, relacionado às experiências que tivemos ao longo de nossa vida. Isso significa dizer que nosso olhar foi educado! Mas, como assim?

Desde pequenos as pessoas com as quais convivemos, o que delas ouvimos e as experiências que vivenciamos foram nos formando e ajudando a construir a visão de mundo que temos hoje. Seja ela uma visão otimista ou pessimista!

Assim como em uma escola, de maneira direta ou indireta, fomos aprendendo a esperar soluções favoráveis ou desfavoráveis. Tais experiências moldaram, com isso, o nosso modo de ver o que vemos! Isso, claramente, não se deu de um dia para o outro, mas foi sendo construído… Até que, enfim, um ser humano se formou: Otimista, ou, talvez, não!

É possível encontrar novos caminhos

Durante o nosso processo de aprendizado o que, talvez, não tenha ficado muito claro para nós é que, também, poderíamos agir sobre os acontecimentos, a fim de modificarmos suas respostas. Mas, será que hoje, isso ainda é possível? 

A resposta para essa pergunta, a meus olhos, é positiva, porém se desejarmos, verdadeiramente, (re) aprender a ver a vida com lentes mais otimistas, no mínimo, duas atitudes nos serão necessárias: a observação e, uma boa dose de disposição. 

A partir da observação de nós mesmos, assim como do resultado (positivo ou negativo) dos acontecimentos, isto é, de suas consequências, poderíamos aprender a escolher novos rumos. Já me explico!

De maneira prática pensemos nas consequências, em nós, do que vemos e ouvimos em nosso dia a dia. Ao observar, por exemplo, que todas as vezes que assisto muito a telejornais fico triste e desanimada, quanto a caminhos possíveis, é hora de fazer novas escolhas.

Na situação acima, diminuir a frequência com que assisto a esses programas de televisão poderia ser uma estratégia de ação, certo? Enfim, esse foi apenas um, simples, exemplo para vermos o quanto os fatores externos produzem efeitos em nós, mas, sobretudo, para tomarmos consciência de que, também, podemos fazer novas escolhas! 

Porém, para que isso aconteça chegou a hora daquela boa dose de disposição, já que novas estratégias precisarão ser pensadas e colocadas em prática! Afinal de contas, essa nova construção não se dará, igualmente, de um dia para o outro!

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