Educação Financeira e qualidade de vida

Ao ser convidada a escrever um artigo sobre educação financeira, me vi retornando aos conceitos que foram aprendidos durante a minha graduação e reforçados ao longo tempo, não somente na teoria, mas também na prática, tanto em cursos e consultorias quanto na minha vivência familiar.

Como o orçamento doméstico pode auxiliar a administrar com eficiência os recursos da família.

A realização de um orçamento doméstico faz parte da educação financeira e necessita de planejamento, dedicação e constância.

Não é algo tão complexo, mas requer conhecimentos importantes para administrar, com eficiência, os recursos da família e alcançar uma tranquilidade que permita, ao menos, uma boa noite de sono!

Afinal, como dormir tranquilamente quando as contas assombram nossa mente com cobranças e não temos recursos para quitar nossas dívidas?

Isso é tão grave que compromete o rendimento no trabalho, a satisfação com a vida e levam muitos à depressão.

Neste artigo, iremos refletir um pouquinho sobre nosso modo de vida, de consumo e, ao final, darei uma dica para evitar as compras que fazemos de modo impulsivo e que tanto comprometem nosso orçamento.

Ganhar dinheiro não é algo fácil

Possivelmente, todos vamos concordar que ganhar dinheiro não é algo fácil, não é mesmo? E gastar o dinheiro? Ah, isso acontece facilmente e rapidamente!

Quer um exemplo? Experimente trocar uma nota de cinquenta reais e veja seu dinheiro simplesmente sumir da carteira!

E, ao final, ainda vai ter dificuldade para saber em que gastou seu dinheiro! E para aqueles que praticamente não andam mais com dinheiro no bolso e utilizam o cartão de crédito para as compras, a afirmação é a mesma: gastamos facilmente e rapidamente.

A diferença é que a fatura não nos deixa esquecer nossas decisões de compra!

Atualmente, temos várias opções de compra, propagandas em todos os meios de comunicação e fácil acesso ao crédito, facilitando a aquisição de produtos e serviços que são necessários no nosso dia a dia e outros nem tão necessários assim. Somos influenciados por nossas necessidades, nossos desejos e nossos grupos de referência.

Citando Zygmunt Bauman, vivemos uma “modernidade líquida”- sem forma, sem consistência, tudo é descartável.

Queremos ter cada vez mais, não nos preocupamos com a sustentabilidade e, dependendo do produto, tampouco com sua qualidade, pois, se não servir mais, pode ser substituído facilmente.

Talvez você não seja um consumista ao extremo, mas, se não reflete sobre suas decisões de consumo, é um sério candidato (a) a comprometer sua renda gastando mais do que recebe.

Por ora, terminamos nossa reflexão por aqui, sem, contudo, terminar o assunto que permeia a realização do orçamento doméstico.

Deixo uma dica preciosa para que coloque em prática seu desejo de utilizar sua renda da melhor maneira possível – a regra dos três “sim”. Funciona da seguinte forma:

– Para cada coisa que deseja comprar, faça a si mesmo (a) três perguntinhas simples:

1) Preciso realmente?

a) Não? – Desista da compra.

b) Sim! – Vá para a pergunta 2.

2) Tenho dinheiro para pagar?

a) Não? – Desista da compra.

b) Sim! – Vá para a pergunta 3.

3) Tem que ser agora?

a) Não? – Desista da compra.

b) Sim! – Compre!

São muitos os que desistem já na primeira pergunta! Mas, se chegar à terceira pergunta e sua resposta for “sim”, dificilmente se arrependerá da compra e terá maior satisfação ao tomar uma decisão acertada.

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