Gratidão! Eu tenho um coração grato?

Ah, a gratidão! Começamos nosso texto já a suspirar, afinal de contas, como é bom quando somos tomados por ela, não é verdade? Muitas vezes a provocamos, noutras, porém, somos, nós, os seus alvos. Seja como for, ao atingir o nosso coração, é como se ela nos fizesse um afago na alma e, por isso, é sempre bem vinda!

Pois bem, pensando nesse afago, que nos é tão agradável e necessário, gostaria de propor que reflitamos sobre a gratidão e alguns de seus, inúmeros, efeitos em nós. Vamos lá?

Gratidão…

Palavra que tem estado bem presente nos diversos círculos e redes sociais à nossa volta, porém, é preciso cuidado! Que ela não seja reduzida a um mero discurso ou, pior, àqueles “emoticons” de figuras e mãozinhas postas. Sem sombra de dúvidas, a gratidão é muito mais que isso!

Antístenes, antigo filósofo grego, já nos dizia que

“a gratidão é a memória do coração”

e penso que é bem isso mesmo. Por meio da gratidão somos marcados, positivamente, ao passo que se registra o bem que é feito.

Portanto, bem mais que uma norma indicativa de boa educação ou um modismo, a gratidão do coração nos recorda a nossa humanidade e que somos seres sociais.

Desta forma, ela nos relembra, também, que não nos bastamos, pelo contrário, do nascimento à morte seguimos precisando uns dos outros.

Ao contarmos com o outro e lhe agradecemos por isso, certamente, a vida se faz mais leve!

Em um simples “obrigado” se esconde, por sua vez, o reconhecimento de que o outro é importante e faz parte de nossa vida.

Alargando o coração

Em pequenos gestos, por exemplo, ao agradecermos pelo dom da vida logo pela manhã, por uma gentileza, a quem nos forneceu um serviço ou nos estendeu a mão em um tempo difícil estamos, na verdade, reconhecendo a importância do outro em nossa vida.

Assim, quando alguém nos agradece por algo em que pudemos ser úteis ou quando somos nós os beneficiados de um gesto bom é como se o nosso coração se alargasse. Com isso, abrimos nossa vida para o bem, assim como para coisas boas!

Pelo que eu sou grato?

Não sei vocês, mas eu trago em mim belíssimos registros do bem que muitas pessoas já me fizeram! Por isso, lhes sou, imensamente, grata!

Contudo, com a correria do dia e suas inúmeras demandas corremos o risco de seguir com a vida como se, nela, estivéssemos sós. Portanto, para não cairmos nesse terrível engano, que tal fazermos um breve exercício?

Comece olhando ao seu redor, veja onde está agora, o trabalho, a sua casa, móveis, alimentos, a possibilidade de um banho refrescante em um dia quente…

Em seguida, encontre em seus registros interiores a lembrança do bem recebido, de pessoas queridas e descubra, em tudo isso, os motivos pelos quais, hoje, você pode ser grato (a).

Se te ajudar, pegue um papel ou o celular e registre, pelo menos, cinco motivos! Tenho certeza de que eles irão brotar! Creio que você irá se surpreender ao reconhecer que há bem mais a agradecer que a pedir!

A partir deste simples exercício, quem sabe, não nos arriscamos a fazer da gratidão sincera uma prática constante do nosso dia?

Por fim, com esse desejo encerro te dizendo:

“Obrigada por sua companhia até aqui”!

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