Não sejamos apressados em julgar o outro

Você tem o hábito de rapidamente julgar as situações e, infelizmente, as pessoas? Quando vê, já foi logo tirando conclusões precipitadas? Aqui, vamos refletir sobre a importância de rever este hábito que pode acabar trazendo mais malefícios que possamos imaginar.

Vá com calma!

Olhando rapidamente para muitas circunstâncias e realidades em nosso dia a dia, podemos ter a tentação de querer correr para fazer julgamentos e tirar conclusões. Facilmente, saímos por aí colocando rótulos, marcando e avaliando atitudes do outro e é sobre isso que penso que deveríamos conversar hoje. 

Existe, no Brasil principalmente, um ditado que diz que de técnico de futebol todos temos um pouco. Facilmente, olhamos para uma partida de futebol e vamos nos colocando na posição de avaliadores. 

Muitos dizem: será que o juiz não está vendo? Aposto que foi pago pelo outro time. Ou, ainda, coitado, não deveria estar neste trabalho, falta capacitação e estudo. Ah, se eu fosse o técnico faria isso, faria aquilo…

O exemplo fictício dado aqui é para mostrar que isso ocorre não somente em questões relacionadas a futebol. Frequentemente, isso se repete em nossos convívios e, por isso, precisamos parar para pensar, refletir a respeito, e não simplesmente ir tocando “em frente” a vida. 

É importante modificar isso…

O convite que faço a mim e a você é: sejamos tardos, lerdos em julgar o outro, pois não sabemos o que o outro está passando, viveu em sua vida ou em seu contexto histórico. Será que se eu estivesse no lugar dele ou dela faria diferente?

Quando começamos a olhar para nós mesmos, vamos interrompendo determinadas práticas automáticas, que, tal qual a poeira, vão se amontoando despretensiosamente em nossas vidas, falas, olhares e atitudes. 

Quando olhamos mais para nós mesmos, passamos a rever comportamentos e pensar em que tipo de ser humano queremos nos tornar dia após dia. Não sejamos apressados. Tenhamos calma!

Nem tudo é o que aparenta ser, e um exemplo disso é uma rocha composta por um mineral chamado Pirita. Ele possui um brilho metálico e tem cor amarelo-dourada, o que faz com que, frequentemente, ele seja confundido com ouro. 

Um olhar desatento e desconhecedor de pedras preciosas falaria que é ouro; mas, na verdade, foi apelidado de ouro dos tolos, pois muitos tolos no passado correram para julgar baseado apenas nas aparências. 

Com uma análise mais criteriosa, pode ser que até encontremos partículas de ouro impregnadas nas piritas mesmo; mas, este tipo de conclusão e resultado leva tempo. Sejamos como o bom minerador ou um lapidador de pedras que observa com calma, analisa característica por característica e, após pesquisas e testes, chega a conclusões. Foquemos no que disse o escritor e poeta Antoine de Saint-Exupéry, autor do livro O Pequeno Príncipe, Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos”.

2 comentários em “Não sejamos apressados em julgar o outro”

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