O que esperar de uma vida morna?

Sopa morna, café morno, chá morno… E por aí vai! Eu não sei vocês, mas eu não me dou bem com coisas mornas e olha que, ainda, estamos no campo das bebidas e alimentos! Mas, e quando o que está morna é a vida? An? Vida morna? Isso é possível? 

Vamos conversar um pouquinho sobre essa possibilidade em nós. Aqui, refiro-me a nós, pois creio na importância de que, ao tratarmos de questões pertinentes ao ser humano, nos reconheçamos, também, implicados nelas. Mas, bem, voltemos ao nosso assunto…

No meio do caminho há uma vida

Partimos do entendimento de que morno é tudo aquilo que já saiu de seu estado inicial, porém, não atingiu, ainda, uma temperatura desejada. Diante disso, poderíamos dizer que o status do morno seria, na verdade, o “meio do caminho”. 

Embora reconheçamos que em alguns dias do ano um banho morno não nos seja, assim, tão mal, quando o assunto é a vida, essa analogia já não nos soa tão agradável, não é verdade?

Alguns sinais de perigo

Vez ou outra podemos até nos ver desanimados, meio sem forças, ou mesmo, um tanto insatisfeitos e isso, a meu ver, faz parte da vida de todo ser humano. No entanto, embora o cansaço, seja próprio de quem se encontra em atividade, ainda, é preciso cuidado! Tudo isso pode estar sinalizando que algo precisa ser revisto.

Quando tais sentimentos tornam-se constantes em nós, como uma visita, devidamente acomodada, aí sim, precisamos nos ocupar um pouco mais. Afinal, corremos um sério risco de nos acostumarmos, assim, a essa vida “morna”. 

Seja como for, estarmos atentos ao que pensamos, sentimos e à maneira como agimos e/ou reagimos aos acontecimentos de nosso dia a dia é fundamental para nosso crescimento e amadurecimento pessoal.

Questões para aquecer a vida

Em meio a toda essa reflexão, que tal, agora, aquecermos um pouco a vida? Para isso, vamos começar fazendo um breve check up, por meio de duas perguntas correlatas: 

  1. O que, de fato, me desperta interesse?
  2. Meus sentimentos se relacionam com minhas ações, ou com a falta delas?

Conhecer o que nos interessa pode parecer simples, mas não é. Por exemplo, há pessoas que passam a vida como se estivesse naquele trecho da canção: “vou deixar a vida me levar”; não sabem onde é o seu lugar! Desta forma, não possuem metas, nem objetivos claros na vida. Sentem-se, portanto, desanimadas, sem forças, etc., porém, há algo pior, nada fazem para mudar essa realidade e a vida segue, sem calor, ou seja, morna!

Outro ponto relevante, ainda relacionado às questões propostas, é que essa ausência de consciência e atitude frente à vida, certamente, não ficará sem resposta. Explico-me, mas para isso, permitam-me um pequeno resgate em nossa memória… 

O que a Física nos ensinou?

Em nosso Ensino Médio, fomos apresentados à Terceira Lei de Newton, lembram-se? Nessa Lei da Física aprendemos que para toda ação, que é aplicada a um corpo, existe uma reação. E, por incrível que pareça, assim, se dá também na vida. 

Ao transportarmos esse aprendizado para nossa reflexão de hoje poderíamos, talvez, pensar que, se não fizermos nada, não haverá reação, mas não é bem assim. Embora possa parecer que a vivência de uma vida morna seja como não fazer nada, fato é que tal vivência não se dará sem consequências. 

Afinal de contas, como já ouvimos tantas vezes, mesmo a opção, aparente, por não plantar (não agir) ainda é uma escolha. Logo, viver no meio do caminho, no modo “morno” implica, também, numa escolha e, por conseguinte, em consequências. 

Por fim, que toda essa reflexão nos leve a compreender o quão urgente é pensarmos as nossas ações ou a falta delas, uma vez que os frutos, inevitavelmente, virão! Coloquemo-nos, portanto, em movimento e, com isso, aqueçamos a vida!

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