O que me diz a saudade?

Definitivamente, não estamos neste mundo para vivermos sós, mas sim, para participarmos da vida do outro e, também, permitirmos que ele faça parte da nossa. A partir dessas relações nós nos desenvolvemos e amadurecemos enquanto seres humanos. E isso é algo que vamos aprendendo e conquistando ao longo da vida.

Há um trecho de uma música que muito me recorda a nossa humanidade, assim como nossa capacidade de nos deixarmos afetar. Ele diz assim:

“Só se tem saudades do que é bom, se chorei de saudade não foi por fraqueza, foi porque eu amei”

Nelsinho Corrêa

Lindo não é? E é justamente sobre isso que vamos tratar aqui!

Neste texto vamos conversar sobre a saudade que, segundo o dicionário Michaelis, pode ser definida como:

“sentimento nostálgico e melancólico associado à recordação de pessoa ou coisa ausente, distante ou extinta, ou à ausência de coisas, prazeres e emoções experimentadas e já passadas, consideradas bens positivos e desejáveis”.

Uma marca chamada saudade

Como vimos, as experiências que vivemos no decorrer da vida vão deixando marcas em nós, ora agradáveis, ora nem tanto. Podemos dizer, assim, que quando os registros são positivos passamos a chamar alguns deles de “saudade”.

Sentimos saudade de pessoas, tempos, lugares e tantas outras realidades, mas a questão é que ela nos faz lembrar algo ou alguém e isso, às vezes, traz à tona emoções com as quais não sabemos bem como lidar.

Assim, quando menos nos damos conta, nos vemos sorrindo ou chorando pela simples lembrança de pessoas queridas e/ou experiências felizes, vividas em um determinado tempo da vida ou local. Interessante é que, até mesmo, um cheiro bom nos evoca uma saudade. É bem como nos disse a canção, tudo isso nos relembra que naquela situação vivida houve amor.

O que te impede de dizer: Estou com saudades?

Por vezes, somos tomados pela vida de “gente grande” que nos impõe tantas demandas e obrigações que nos vemos quase que absorvidos por elas, não é mesmo? Um contexto que não nos favorece pensar no que ou em quem amamos.

Pode ser, ainda, que por uma fatalidade alguém a quem amávamos partiu, ou mesmo, por mudanças no curso da vida não temos mais contato com tais experiências/pessoas, mas se ali houve amor, bons registros ficaram. E, na verdade, é isso o que importa!

Contudo, se se trata de um amigo que está distante, mas a quem amamos, ou um lugar que desejamos rever, quem sabe não é a hora de darmos um pouco mais de atenção a essa emoção em nós? Assim, damos um novo passo em direção ao objeto de nossa saudade!

Tratando-se de pessoas queridas, muitas vezes, embora sintamos saudades, podemos ter receio de demonstrar nossas emoções. Você já se perguntou a causa disso? Talvez por timidez, por experiências difíceis vivenciadas no passado ou, quem sabe, pelo medo da reação do outro. Ou, ainda, sob a justificativa de que não queremos ser invasivos acabamos deixando de lado aqueles a quem amamos.

Enfim, podem ser muitos e diversos os motivos, considerando que somos diferentes e, portanto, com histórias e marcas, igualmente, diferentes. Porém, o fato é que se nada fizermos não somente os dias, mas a vida vai passando e continuaremos assim, com saudades!

Possíveis encontros e reencontros

Como estamos em um caminho de autoconhecimento e, consequente, desenvolvimento ao refletirmos acerca da saudade, assim como sobre o que ela pode nos comunicar, gostaria de encerrar deixando-nos um pequeno (ou grande) desafio…

Em tempos de tantas ausências, que tal um “Oi, estou com saudades”? Por meio de uma ligação para alguém querido, um recadinho ou pequeno gesto que demonstre uma lembrança carinhosa pode-se alegrar e muito a vida, o dia de quem se ama.

Por fim, certamente a saudade tem muito a nos comunicar. Como vimos, ela nos recorda que há amor em nós e que, a partir do que vivemos, somos por ele marcados. Outro ensinamento que ela nos traz é que podemos nos reconectar com pessoas queridas e experiências importantes, desde que nos abramos a isso.

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