O Temperamento Fleumático

O Fleumático é bem humorada e capaz de provocar gargalhadas, sem muito esforço; querida por todos a sua volta, boa conselheira e ouvinte.

Um Fleumático sob as luzes!

Como tudo o que é bom tem pouca duração, com este texto chegamos ao final de nossa série sobre os temperamentos baseada, por sua vez, na concepção da Medicina Clássica.

Mas, já que vamos encerrá-la, o faremos de modo belíssimo, pois chegou a hora de falarmos sobre o Fleumático, um encanto de temperamento.

Você saberia reconhecer um Fleumático?

Assim como fizemos, ao tratarmos dos outros temperamentos, iniciaremos nossas apresentações olhando para o modo como a pessoa de temperamento Fleumático, preponderante, reage quando atingida por emoções externas ou, mesmo, ao se recordar desses acontecimentos e, olhemos ainda, para o tempo de duração dessas emoções.

No caso do Fleumático vemos que ele possui excitabilidade baixa, isto é, não se move facilmente e quando surge alguma emoção, ela evapora fácil.

Esse modo de reação pode ser justificado já que o referido temperamento origina-se da fleuma, fluído corporal, supostamente, responsável pela indolência e apatia.

Muito interessante, não é mesmo? Mas, falemos, agora, sobre suas forças.

As belezas de um temperamento Fleumático

A pessoa dotada do temperamento Fleumático dominante é bem humorada e capaz de provocar gargalhadas, sem muito esforço; querida por todos a sua volta, boa conselheira e ouvinte, digna de confiança, amiga fiel, além de ser cumpridora de obrigações e horários.

Trata-se de alguém prático e eficiente que busca, porém, sempre o mínimo de esforço (reage, quando precisa, mas demora) e, ainda, trabalha bem sobre pressão.

O Fleumático é, também, calmo, uma pessoa que não compra briga com ninguém, possui autocontrole, é conservador, líder e um grande conciliador e diplomata.

As fraquezas do Temperamento Fleumático

Apesar de ser possuidor de tantas forças, assim como nos outros temperamentos, já conhecidos, no Fleumático há, também, fraquezas (correspondentes às forças) que podem limitá-lo.

Porém, uma vez desveladas, isso pode facilitar seu desenvolvimento e, posterior, amadurecimento pessoal. Sendo assim, é hora de tirar o véu, portanto, vamos a elas.

Como uma pessoa de reações lentas o Fleumático parece estar arrastando os pés, havendo nele falta de motivação, o que pode torná-lo um espectador da própria vida considerando, ainda, sua dificuldade em iniciar projetos e com mudanças.

Todavia, uma vez que acredita em algo é obstinado, sendo difícil de convencer; inflexível.

Outras fraquezas do sujeito Fleumático são o fato de ser calculista, temeroso, desconfiado, pretensioso, introvertido, provocador (no sentido de apontar as fraquezas dos demais) e indeciso, quando se decide outros já se encontram adiante.

Uma dica ao Fleumático…

Dito isso, se me é possível uma pequena intervenção gostaria de dizer para você, que se identificou com esse temperamento, o Fleumático, que acredito ser importante abandonar os excessos, tanto de timidez, quanto de medo, o que te levará a sair da concha de autopreservação.

Se assim o fizer, imagina onde poderá chegar?

Afinal de contas, suas forças são incríveis! Ele nos ensina, dentre tantas outras coisas, a não carregarmos peso extra!

O fim de uma série

Falamos aqui do Temperamento Fleumático.

Ao final desta apresentação, ressalto que embora tenha apresentado nesta série um pouco das características, forças e fraquezas dos quatro tipos de temperamento (Sanguíneo, Colérico, Melancólico e do Temperamento Fleumático) o objetivo não foi realizar meras classificações, mas sim, fornecer elementos para nosso autoconhecimento e, consequente, melhora de nossos relacionamentos.

Espero, sinceramente, ter conseguido! Então me diga, conseguiu descobrir o seu temperamento dominante? Além disso, aproveite para fazer um teste de temperamento e descubra se você é sanguíneo, colérico, melancólico ou fleumático.

Deixo, abaixo, algumas referências, sobre o Temperamento Fleumático, caso deseje conhecer mais sobre o assunto!

ITO, Patrícia do Carmo Pereira; GUZZO, Raquel Souza Lobo Guzzo. Diferenças individuais:temperamento e personalidade; importância da teoria. Rev. Estudos de Psicologia, PUC-Campinas, v. 19, n. 1, p. 91-100, janeiro/abril 2002;

LAHAYE, TIM. Temperamento Fleumático Controlado pelo Espírito. Edições Loyola, São Paulo, Brasil, 1991;

REZENDE, JM. À sombra do plátano: crônicas de história da medicina [online]. São Paulo: Editora Unifesp, 2009. Dos quatro humores às quatro bases. pp. 49-53. ISBN 978-85-61673-63-5. Available from SciELO Books http://books.scielo.org.

RICARDO, Padre Paulo. Os quatro temperamentos e nossa vida interior. padrepauloricardo.org Disponível em: <https://padrepauloricardo.org/blog/os-quatro-temperamentos-enossa-vida-interior>. Acesso em 14 de jul. de 2020.

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