Para onde me levam os meus pensamentos?

Tendo sempre diante dos olhos o propósito de avançarmos rumo ao autoconhecimento e, consequente, amadurecimento, compreendo que um passo importante nesse processo é realizarmos pequenos diagnósticos acerca do modo como vivemos os nossos dias.

Sendo assim, enquanto seguimos em nosso propósito, que tal darmos mais esse passo?

Entre estímulos e respostas

Como vimos em texto anterior, ao tratarmos de nossas respostas, frente à possibilidade de mudanças, o contexto no qual vivemos interfere, sobremaneira, em nosso comportamento.

Embasados nesta perspectiva, nos vemos em um mundo em que, a todo instante, nos são oferecidos estímulos diversos, sejam eles, visuais, auditivos, olfativos etc.

Porém, em contrapartida, podemos dizer que esse mesmo mundo espera de nós as respostas. Vejamos, de modo concreto, como isso pode ocorrer em nosso dia a dia…

Para início de conversa, um bom exercício de auto-observação é buscar reconhecer nas situações de nosso cotidiano aqueles estímulos que mais nos afetam. Uma vez identificados, é hora de verificar as nossas respostas.

Essas, por sua vez, podem ser emocionais, (medo, raiva etc.), uma ação ou, mesmo, lembranças.

Buscando tornar esse exercício um tanto mais próximo de nós, todavia cientes de que não será possível tratar, aqui, de todos os possíveis estímulos e respostas, falemos sobre os nossos pensamentos.

Considerando-os, neste caso como estímulos, é hora de tentarmos visualizar, igualmente, as respostas que damos a eles.

Meus pensamentos, minhas ações!

Este olhar importa, e muito, já que discorremos neste texto sobre como nossos pensamentos podem influenciar nossas ações. Sendo assim, antes de emitirmos uma resposta concreta, nos pomos a pensar, por exemplo, nas possíveis implicações de nosso ato. Ou, então, não…

Pode acontecer, também, de o estímulo (pensamento) nos ser apresentado e, sem que reflitamos nas possíveis consequências de nossa resposta, rapidamente decidimos. Essa resposta pode se dar em forma de um tom de voz mais alto em uma conversa, uma mentira, ou mesmo, em ficarmos tristes por uma lembrança.

O interessante aqui é percebermos que nossos pensamentos são capazes de nos apontar o próximo passo que, como vimos, pode acontecer em um curto espaço de tempo, por meio de respostas imediatas, ou em um tempo maior, por meio de respostas futuras.

Pense comigo… Se as respostas que damos são frutos de nossos pensamentos, é possível inferir, do mesmo modo, que, no decorrer do nosso dia ou com o passar do tempo, tomamos decisões baseadas em pensamentos que, ora favorecem nossas relações, ora não!

Buscando novas respostas

Pois bem, diante do que refletimos, gostaria de sugerir alguns passos que talvez possam nos ajudar, em nosso dia a dia, frente aos inúmeros estímulos que nos são apresentados e que, muitas vezes, sequer reconhecemos:

  1. Tomar consciência de que sou, constantemente, afetado por estímulos externos e internos;
  2. Identificar os estímulos (emoção/sentimento, pensamento, lembranças…);
  3. Analisar o estímulo – o que ele provoca em mim?
  4. Racionalmente, responder a eles – Como eu respondo? Qual a minha atitude?

Compreendemos, portanto, que se todo estímulo pede de nós uma resposta vimos, também, que podemos fazer uso de nossa capacidade de pensar suas possíveis consequências e só, assim, emitir o que consideramos serem as melhores respostas.

Fácil? Pode ser que não, contudo esses simples passos podem ser de grande auxílio em nosso dia a dia e, além disso, para nosso desenvolvimento.

Por fim, embora nosso maior foco, neste texto, tenha estado em nossos pensamentos, creio que os passos indicados possam ser utilizados para todo e qualquer estímulo que vivenciamos em nosso cotidiano. Vamos exercitar?

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