Vamos falar sobre temperamento?

Nestes últimos meses em que muitos de nós estamos tendo a oportunidade de conviver um pouco mais de perto conosco mesmos, gostaríamos de te convidar a aproveitar este tempo para fazermos verdadeiras descobertas acerca de nós, a partir do nosso temperamento: Sanguíneo, Colérico, Melancólico e Fleumático.

Para empreendermos essa jornada, iniciamos hoje uma reflexão em que trataremos desse tema tão relevante para nosso autoconhecimento, mas, além disso, para a melhoria de nossos relacionamentos. É que acreditamos que quanto mais nos conhecermos, tanto mais seremos capazes de fazer escolhas assertivas e, ainda, nos comunicarmos melhor.

Por meio deste texto introdutório, apresentamos pontos importantes que serão a base para a leitura dos seguintes, em que falaremos, separadamente, dos diferentes tipos de temperamento: Sanguíneo, Colérico, Melancólico e Fleumático.

Pensamos nesta dinâmica a fim de melhor conhecê-los e, com isso, termos mais elementos para olharmos para nós mesmos e nossas relações. Para início de conversa vamos conhecer a origem dessa abordagem dos temperamentos.

Medicina e Temperamento: Uma ligação

Em uma visão da medicina antiga temos Hipócrates, médico e filósofo grego, considerado por muitos, como o pai da medicina, que em uma abordagem clássica dos temperamentos, por volta de 400 anos a. C, nos apontava que nosso temperamento originava-se de quatro líquidos corporais: o sangue, a bile amarela, a bile negra e a fleuma.

Seu pensamento deu origem a quatro tipos de temperamento: Sanguíneo, Colérico, Melancólico e Fleumático. Hipócrates acreditava, por sua vez, que as pessoas ficavam doentes em função de um desequilíbrio entre esses fluídos, sendo o nosso temperamento uma espécie de mistura de fluidos.

Porém, já adiantamos que embora todos nós tenhamos os quatro tipos de temperamento, um ou dois deles acabam sempre por se destacar.

Temperamento, Caráter e Personalidade – Mas, não é tudo igual?

Tendo conhecido um pouquinho dos antecedentes históricos desta maneira de se conceber a constituição de nosso temperamento façamos, agora, uma pequena caracterização dos conceitos temperamento, caráter e personalidade. Essa diferenciação é importante para uma compreensão particular do nosso temperamento, já que muitas vezes, ocorrem algumas confusões entre esses conceitos.

Compreendemos o temperamento como a combinação de características congênitas que afetam nosso procedimento. Ele seria, então, um conjunto de inclinações íntimas que brotam em uma pessoa com base em sua constituição fisiológica, ou seja, é como uma herança deixada, não “para nós”, mas “em nós” por nossos pais e avós.

O caráter seria o resultado do temperamento natural trabalhado pela disciplina e educação que recebemos na infância, pelos comportamentos básicos, crenças, princípios e motivações.

Já a personalidade poderia ser compreendida como o semblante externo de nós mesmos, que pode ou não ser igual ao nosso caráter, dependendo de quão autênticos nós somos. E, então, animado para saber mais? Já deu para perceber que há muito material para descobrir, se encantar e trabalhar, não é mesmo? Em nosso próximo texto daremos continuidade a essa nossa jornada, começando pelo temperamento Sanguíneo. Vamos juntos?

Aproveite para fazer um teste de temperamento e descubra se você é sanguíneo, colérico, melancólico ou fleumático.

Leia também:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *